Da essência do pensamento humanístico (ou sobre dar forma ao mundo)

Andando num jardim de gramas baixas, com caminhos de concreto que entrecortavam os campos, os limites da minha visão fazem surgir e esvanecer novos elementos da paisagem, concedendo movimento ao que outrera estático.

Em meio a um vendaval de pensamentos leves, dou de cara com um cruzamento perpendicular entre dois destes caminhos, formando uma quina.

No mesmo momento também se cruzam os elementos de um paradigma que me persegue há anos. Junto ao cruzamento de concretos, no quadrante onde só deveria haver grama, houve um desgaste impresso pelas pegadas inúmeras que ali já passaram e levaram consigo o que deveria ser uma junção perfeita entre homem e natureza: nesse pedaço de terra exposta, também se expunham algumas das minhas conjecturas-sem-saída sobre o pensamento humano.

Já ouvi muita argumentação sobre coisa parecida, mas acho que vou levar essa discussão pelo lado minimalista. Não troquemos causa por consequência: nós podemos dar forma ao mundo! Não precisamos aceitar tudo o que está embaixo dos nossos pés. Aquela terra exposta é fruto de vontade inata de simplificar as coisas.

© Lucas Gobatti

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