Victor Hugo – O Corcunda de Notre Dame

TUDO ERA DE PEDRA

Mais abaixo, era horrível de se ver, o telha de Saint-Jean-le-Rond parecia um pequeno cartão dobrado ao meio. O arquidiácono examinava também, uma após a outra, as impassíveis esculturas da torre, igualmente suspensas no precipício, mas sem parecerem assustadas nem demonstrarem qualquer solidariedade. Em volta, tudo era de pedra: os monstros de bocarras escancaradas, à frente; o chão duro da praça, abaixo; e Quasímodo que chorava, acima.

© Victor Hugo – O corcunda de Notre Dame (excerto) – Zahar

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